A Europa está “entrando em uma nova era” após os Estados Unidos, seu aliado de longa data, ajustarem sua posição em relação à Ucrânia, declarou o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quarta-feira (5). Em uma transmissão ao vivo em seus canais oficiais de mídia social, Macron enfatizou que a Europa precisa “continuar ajudando os ucranianos a resistirem” às ofensivas da Rússia. “Os Estados Unidos, nosso aliado, mudaram sua postura nesta guerra, estão menos favoráveis à Ucrânia e levantam dúvidas sobre o futuro”, comentou Macron. Ele também destacou que “seria insano” se a Europa se tornasse uma ‘espectadora’ diante da ‘ameaça’ russa.
Macron alertou ainda os Estados Unidos contra a imposição de tarifas à Europa, algo semelhante ao que Donald Trump fez com a China, o Canadá e o México. Segundo ele, a Europa precisa estar preparada para uma possível decisão dos EUA sobre tarifas, considerando tal ação “incompreensível para a economia dos EUA e para a nossa”. “Isso não ficará sem resposta da nossa parte”, afirmou Macron. Ele acrescentou que, juntamente com outros líderes europeus, continuará a tentar convencer o governo dos EUA de que tais tarifas “prejudicariam a todos”.
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A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, avançando por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país fortemente aliado do Kremlin. As forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos mantiveram o controle de Kiev, embora a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente, com o Kremlin sendo alvo de sanções econômicas do Ocidente.
Em outubro de 2024, após milhares de mortes, a guerra na Ucrânia entrou no que analistas descrevem como seu momento mais perigoso até agora. As tensões aumentaram quando o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o uso de um míssil hipersônico de alcance intermediário em um ataque em solo ucraniano. O projétil carregava ogivas convencionais, mas é capaz de transportar armas nucleares. O lançamento ocorreu após a Ucrânia realizar uma ofensiva dentro do território russo com armamentos fabricados por potências ocidentais, como Estados Unidos, Reino Unido e França.
A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está utilizando tropas da Coreia do Norte no conflito. Moscou e Pyongyang não confirmaram nem negaram esses relatos. O presidente Vladimir Putin, que substituiu seu ministro da Defesa em maio, afirmou que as forças russas estão avançando de forma mais eficaz e que a Rússia atingirá todos os seus objetivos na Ucrânia, embora não tenha fornecido detalhes.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acredita que os principais objetivos de Putin são ocupar toda a região de Donbass, que inclui Donetsk e Luhansk, e expulsar as tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, sobre as quais controlam partes desde agosto.
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