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Os Defensores do Vaticano: A Honra Centenária da Guarda…

Além de liderar a Igreja Católica, o Papa também atua como chefe de Estado do Vaticano, a menor nação do mundo em termos de território. Este enclave, rodeado pela cidade de Roma, conquistou sua soberania em 1929 através do Tratado de Latrão, assinado entre o Papa Pio XI e o então líder italiano Benito Mussolini. Assim como praticamente todas as nações do mundo, o Vaticano possui uma força armada, conhecida como a Guarda Suíça. Esta entidade tem a responsabilidade de proteger o Papa e suas residências oficiais há mais de cinco séculos.

Atualmente, a Guarda Suíça é encarregada da segurança pessoal do Papa, inclusive durante viagens internacionais. Os soldados estão posicionados nas entradas do Vaticano e na residência de verão do pontífice, localizada em Castel Gandolfo, na Itália. Em caso de visita de líderes internacionais ao Vaticano, a Guarda Suíça também organiza uma guarda de honra para presidentes, primeiros-ministros, embaixadores, entre outros. Além disso, ela é responsável pela proteção do Colégio de Cardeais durante o conclave, quando a Igreja experimenta o período de Sé Vacante, que ocorre após a morte ou renúncia de um Papa.

Os guardas são facilmente reconhecíveis por seus uniformes coloridos de estilo renascentista, que são usados em cerimônias. As cores azul, vermelho e amarelo foram escolhidas por Jules Repond, comandante da guarda de 1910 a 1921.

A história da Guarda Suíça remonta a 1506, quando foi fundada pelo Papa Júlio II. Naquela época, mercenários suíços foram escolhidos por sua reputação de coragem e habilidade em batalhas na Itália, Espanha e França. Inicialmente, um contingente de 150 homens foi selecionado para proteger o pontífice, recebendo o título oficial de “Guardas da liberdade da Igreja”.

Em um dos episódios mais marcantes, durante o Saque de Roma em 6 de maio de 1527, a Guarda Suíça enfrentou tropas rebeldes do Sacro Império Romano-Germânico comandadas por Carlos V. Embora muitos guardas tenham morrido, os sobreviventes desempenharam um papel crucial na fuga do Papa Clemente VII para o Castelo de Sant’Angelo, em Roma. Essa bravura continua a ser lembrada anualmente em uma cerimônia no Vaticano, na qual novos guardas prestam juramento.

Para ingressar na Guarda Suíça, é preciso atender a critérios específicos: ser homem, solteiro, católico romano, cidadão suíço, ter entre 19 e 30 anos, altura mínima de 1,74 metros, possuir diploma de ensino médio ou técnico, e ter concluído o treinamento básico no exército suíço. É exigida também uma boa saúde, compromisso com 26 meses de serviço militar, e possuir uma carteira de motorista específica. Historicamente, comandantes de alta patente são selecionados entre a nobreza, e o processo de admissão é altamente competitivo. Todos que são aceitos devem jurar lealdade ao Papa e ao Colégio de Cardeais durante todo o tempo de serviço.

Após cinco anos de serviço, os guardas podem se casar, mas devem ter pelo menos 25 anos de idade e continuar na Guarda Suíça por mais três anos após o casamento.

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