A Rússia acusou nesta quinta-feira (6) o presidente francês Emmanuel Macron de proferir ameaças em um discurso que, segundo eles, continha “notas de chantagem nuclear”. No discurso de quarta-feira (5), Macron afirmou que a Rússia representava uma ameaça à Europa, mencionando a possibilidade de Paris discutir a extensão de seu guarda-chuva nuclear aos aliados. Ele também anunciou a intenção de realizar uma reunião com chefes de exército de países europeus dispostos a enviar tropas de manutenção da paz para a Ucrânia após um acordo de paz.
O ministério russo declarou que “notas de chantagem nuclear são claramente ouvidas no discurso de E. Macron”. Acrescentou que as ambições de Paris de se tornar a ‘patrona’ nuclear de toda a Europa, substituindo o papel dos EUA, não fortaleceriam a segurança da França ou de seus aliados.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que a retórica nuclear de Macron representava uma ameaça à Rússia. O Kremlin também rejeitou as propostas europeias de enviar forças de paz para a Ucrânia. Para Moscou, o discurso de Macron foi extremante confrontacional, indicando uma intenção de prolongar a guerra na Ucrânia. Lavrov destacou que o discurso representava uma ameaça aos russos. Ele comparou Macron desfavoravelmente a líderes históricos como Napoleão e Hitler, dizendo que pelo menos eles foram diretos em suas intenções de conquistar a Rússia.
Putin tem repetidamente descartado as alegações ocidentais de que a Rússia poderia atacar um membro da OTAN, enquanto Ucrânia e Ocidente acusam Putin de estar envolvido em uma apropriação territorial imperialista na Ucrânia. Eles prometeram derrotar a Rússia, que atualmente controla cerca de 20% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e partes do leste e sul do país.
França e Reino Unido propõem uma trégua parcial na Ucrânia.
